Turma 2024

Por Ana Pozzolini Publicado em: 06/01/2026 09:01 | Última atualização: 02/06/2026 10:06

ALINHAVOS ENTRE LETRAMENTO LITERÁRIO E EDUCAÇÃO LITERÁRIA: UM ESTADO DA ARTE

Autora: ALESSANDRA BEZERRA DOS SANTOS ANDRADE

Resumo: A presente pesquisa tem como tema similitudes e distinções entre letramento literário e educação literária na formação leitora dos estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Torna-se essencial investigar como os conceitos de letramento literário e educação literária podem formar o trabalho docente, por contribuir na construção de experiências significativas de leitura e para a consolidação do direito à literatura desde a Educação Básica. Integra uma investigação de Mestrado em Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Mato Grosso. O estudo tem como objetivo geral mapear e analisar os conceitos de letramento literário e educação literária bem como sua relevância nas práticas pedagógicas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, a partir de publicações entre janeiro de 2017 e dezembro de 2024. Para alcançar esse objetivo, foram definidos os seguintes objetivos específicos: a) revisar os conceitos de letramento literário e educação literária a partir do olhar dos teóricos; b) discutir os conceitos de letramento literário e educação literária e c) mapear e analisar as práticas pedagógicas de letramento literário e educação literária nos anos iniciais do Ensino Fundamental nas produções publicadas de 2017 a 2024. Diante dos desafios contemporâneos, em que o acesso à literatura ainda é desigual e, muitas vezes, restrito ao ambiente escolar, ele se justifica pela necessidade de compreender como a escola pode se constituir como espaço de formação do leitor literário, reconhecendo a leitura como prática cultural, estética e formativa. Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica com abordagem quanti-qualitativa (Minayo; Sanches, 1993), fundamentada na metodologia de estado da arte (Ferreira, 2002) e na análise de conteúdo segundo Bardin (2016). O corpus da pesquisa é composto pelos seguintes materiais: resultados do levantamento no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES; artigos publicados nos anais de eventos do Seminário de Literatura Infantil e Juvenil e Seminário Internacional de Literatura Infantil e Juvenil e Práticas de Medicação Literária (SLIJ/Selipram); e artigos disponíveis no Portal de Periódicos da CAPES. A fundamentação teórica está organizada da seguinte forma: para o conceito de letramento literário, utiliza-se como principais referências Cosson (2022), Soares (1998), Zappone (2007), Corrêa (2016), entre outros; no que diz respeito à educação literária, recorre-se aos aportes de Leahy-Dios (2004); Ângela Balça (2023); Dalvi (2021), entre outros autores. Este trabalho abordou os conceitos de letramento literário e educação literária como perspectivas complementares na formação do leitor literário nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Embora distintos em origem e foco, ambos convergem no propósito de formar leitores críticos e sensíveis: o letramento literário enfatiza a dimensão social da leitura e sua articulação com outras linguagens, enquanto a educação literária privilegia a experiência estética e subjetiva com o texto. Juntos, ampliam o sentido da leitura literária como prática cultural e formativa, e reafirmam a importância de promover, na escola, espaços de leitura
vivida como descoberta e diálogo, e não como mera exigência curricular.

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APLICAÇÃO DAS LEIS 10.639/03 E 11.645/08 NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PESQUISA EM UM ACERVO LITERÁRIO DE UMA ESCOLA MUNICIPAL DE RONDONÓPOLIS-MT

Autora: ANA JULIA SANTIAGO MACHADO FUTANA

Resumo: A presente investigação, “Aplicação das leis 10.639/03 e 11.645/08 na Educação Infantil: pesquisa em um acervo literário de uma escola municipal de Rondonópolis-MT”, consiste em um estudo que parte do acervo de obras literárias de uma unidade escolar de educação infantil. O objetivo deste estudo é a ampliação do debate sobre o cumprimento das leis 10.639/03 e 11.645/08, que discorrem sobre a obrigatoriedade do estudo de história afro-brasileira e indígena nas escolas, a partir da análise das representações da diversidade étnico-racial do acervo em questão. As referidas leis são base para o enfrentamento ao preconceito e valorização da diversidade étnico-racial; em nossa análise, tomaremos a leitura como principal fonte de intervenção nesse processo. Os objetivos específicos da investigação abrangem um estudo crítico em torno do conceito “democracia racial” (Gonzalez, 2020), que foi a base da estrutura de exploração do trabalho no país. A investigação traçou o seguinte percurso: primeiro, verificou-se a quantidade de livros constituída no acervo da escola e os perfis gerais destes livros; em seguida, fez-se uma seleção de livros com personagens negros e indígenas; por fim, a pesquisa apresenta uma análise de tais exemplares, dando ênfase às questões de representatividade por meio do conteúdo e ilustração das obras. A pesquisa qualitativa se ampara em revisão bibliográfica a partir da comparação e verificação de conceitos. Considerando que os estudos raciais devem estar presentes em todos os ambientes de formação, especialmente na Educação Infantil, o aporte teórico parte de obras como: Por um feminismo afro-latino-americano de Lélia Gonzalez (2020), O pacto da branquitude de Cida Bento (2022), Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser de Sueli Carneiro (2023), Colonialidade do poder: eurocentrismo e América Latina de Quijano (2005), dentre outros. Por meio de análise crítica do acervo, os resultados revelaram uma predominância de obras sem representatividade negra ou indígena (cerca de 600 livros), contra apenas 10 obras com protagonismo indígena e 20 com protagonismo negro. A autoria mostrou-se majoritariamente branca (60% das obras indígenas e 85% das de protagonismo negro). Identificou-se também avanços nas ilustrações e valorização da ancestralidade. Conclui-se que há uma divergência significativa entre o discurso antirracista e a composição real do acervo, o que limita o cumprimento efetivo da legislação educacional voltada para a diversidade étnico-racial.

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EFEITOS DELETÉRIOS DA POLÍTICA CURRICULAR DE MATO GROSSO (2019-2024) SOBRE A COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA: TENTATIVAS DE EXCLUSÃO DO CARÁTER POLÍTICO DA EDUCAÇÃO

Autora: ANDRÉIA WEDY SCARTON

Resumo: Esta pesquisa foi realizada no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu), na linha de pesquisa Política, Formação e Prática Educativa da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e está vinculada ao grupo de pesquisa Políticas de Currículo e Alteridade. Focaliza os discursos sobre a coordenação pedagógica em Mato Grosso, sobretudo a hegemonia de sentidos que constitui uma centralidade contingente na política educativa. A problemática perfaz a questão: Quais sentidos de coordenação pedagógica emergem no contexto da política de Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em Mato Grosso (2019-2024)? Tem como objetivo geral discutir a hegemonia que reconfigura sentidos de coordenação pedagógica, assim como a precariedade e alguns dos efeitos deletérios da atual política curricular local. São objetivos específicos: identificar sentidos privilegiados de currículo e de coordenação pedagógica na BNCC em disputa em Mato Grosso, explicitar a contingência e as exclusões processadas nessa disputa, além de discutir a precariedade desse processo hegemônico e alguns de seus efeitos. A pesquisa se ampara na Teoria do Discurso de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe que, em uma perspectiva pósestruturalista, propõem as noções de discurso/hegemonia/articulação e antagonismo para investigar a política, desestabilizando fixações, afirmando a fluidez, a instabilidade e a interpretação, abrindo espaço para contestação e ressignificação de sentidos. Recorre também a Alice Casimiro Lopes, Elizabeth Macedo, Érika Virgílio Rodrigues da Cunha, e Daniel de Mendonça, entre outros estudiosos. A empiria se constitui de discursos problematizados na leitura de: documentos nacionais e do estado de Mato Grosso; artigos científicos publicados (de 2019-2025) na Scientific Electronic Library Online – SciELO, dissertações e teses publicadas nas plataformas Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), Catálogo de Teses e Dissertações (CAPES) sobre o tema coordenação pedagógica. Tensiono tentativas de alinhamento da política local à BNCC, lógicas políticas de controle na busca por universalizar o currículo. Neste processo, as parcerias público-privadas, a aquisição de materiais e tecnologias para a escola, a introdução de gratificação por desempenho e a pressão para alcançar metas disputam o significante coordenação pedagógica na associação com outros significantes, como: acompanhamento e intervenção pedagógica, formação continuada docente, planejamento e gestão pedagógica, interação com professores e comunidade escolar e mediação de recursos pedagógicos e diretrizes. Essa associação produz sentidos de controle, gestão empresarial, responsabilização, culpabilização, regulação, monitoramento do desempenho escolar e avaliação (controle) moral. Explicito discursos hegemônicos neoliberais instrumentais e, por vezes, neoconservadores que reduzem a educação aos interesses do mercado e à suposta neutralidade, por meio da fantasia de plenitude do currículo e da identidade para um futuro. Os efeitos deletérios dessa significação hegemônica são da ordem simbólica e material: descaracterização da coordenação pedagógica como função da escola pública como espaço coletivo e democrático, precarização da profissão, redução da educação a um mercado para a atuação do setor privado, desvalorização da escola como contexto de formação, dentre outros. A promessa de governança tenta suturar a falta constitutiva da educação, na ilusão de fechamento e totalização do sentido que, no entanto, é sempre precária e exposta a deslocamentos.

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POLÍTICAS EDUCACIONAIS E LINGUÍSTICAS: REFLEXÕES SOBRE O ENSINO PRIMÁRIO EM MOÇAMBIQUE

Autor: CAYNDO LOPES ABDUL CADIR

Resumo: Esta dissertação de mestrado, intitulada Políticas educacionais e linguísticas: reflexões sobre o Ensino Primário em Moçambique está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu), da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) subscrita à Linha de Pesquisa: Linguagens, Cultura e Educação. O seu objetivo geral é analisar as políticas educacionais e linguísticas introduzidas no Ensino Primário em Moçambique a partir da lei do Sistema Nacional de Educação número 18/2018 de 28 de dezembro. Especificamente pretende-se descrever a política linguística vigente no nível primário do Sistema Nacional de Educação moçambicano, sobretudo nas zonas suburbanas e rurais, discutir os contextos da introdução do ensino bilíngue em Moçambique, abordar as relações de poder que coloca(ra)m a língua portuguesa em destaque num país plurilíngue e propor a pedagogia decolonial e intercultural como mecanismo de valorização das línguas moçambicanas no Ensino Primário. Os percursos metodológicos para a realização desta pesquisa relacionam-se à abordagem qualitativa na perspectiva de Triviños (1987), suportada pelos métodos de análise documental discutido por Lüdke e André (1986) e análise de conteúdo proposto por Bardin (2016). O aporte teórico desta dissertação foi baseado em pesquisadores que discutem as temáticas em pauta, nomeadamente, Mainardes (2006), Leher (2003), Curry (2002), Harvey (2014), Dardot e Laval (2016), Laval (2019), Ball (1999), Spolsky (2004), Mackey (1976), Calvet (2007), Foucault (2012), Fanon (2020), Quijano (2005), Mignolo (2003), Walsh ( 2007) e Candau (2009). A pesquisa mostra que analisando a legislação sobre educação vigente em Moçambique e as práticas de ensino regulamentadas pelo Sistema Nacional de Educação, tem-se que, em detrimento da pujança cultural e vívida das línguas locais e maternas que coocorrem no país, a atual política linguística, como as anteriores, age para o silenciamento e exclusão dos idiomas autóctones da esfera educacional e, por conseguinte, da esfera oficial. Neste sentido, a pesquisa evidencia que a valorização das culturas linguísticas exige um redimensionamento legal e estrutural: legal porque a lei deve ser revisada para amparar o ensino de línguas maternas autóctones no ensino primário, sem que haja convergência para a Língua Portuguesa; estrutural porque o redimensionamento que projeta as línguas maternas locais, em processo de inclusão de milhares de estudantes, carece de uma abordagem decolonial e intercultural para esse importante exercício de revisão de valores linguísticos e culturais em um país de línguas e culturas plurais.

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A ESCRITA SOB A ÉGIDE DA CULTURA DIGITAL: CONTINUIDADES E RECONFIGURAÇÕES

Autora: DANIELA DIAS GUIMARÃES PROENÇA

Resumo: A pesquisa intitulada A escrita sob a égide da cultura digital: continuidades e reconfigurações, vinculada à linha de pesquisa “Linguagem, Educação e Cultura” do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), tem como tema central as transformações da escrita no contexto da cultura digital. O objetivo geral consiste em desenvolver um estudo sobre o registro escrito em ambientes digitais, de trocas não formais, na perspectiva de verificar especialmente dois fenômenos: a assimilação de elementos não verbais, como emojis, e a supressão das vogais em algumas palavras. Para se acercar de objetivo maior, a pesquisa apoiou-se em objetivos específicos para cada etapa: a) traçar um panorama histórico da escrita, destacando a iconografia como aspecto central dos primeiros sistemas gráficos; b) destacar a escrita alfabética da Língua Portuguesa, enfatizando a estrutura da sílaba, que se organiza em torno da vogal; e c) refletir sobre como a cultura digital revitaliza os signos não verbais, em um modelo híbrido, que assimila imagens em estruturas frásicas. A pesquisa parte da hipótese de que o ambiente digital produz dois fenômenos no registro escrito: a assimilação de elementos não verbais e a supressão de vogais em algumas palavras. O corpus é composto por postagens coletadas em redes sociais de acesso público (Instagram, Facebook, X e Threads), selecionadas com base em critérios de relevância e representatividade. O referencial teórico inclui autores como Fischer (2009) e Higounet (2003), sobre a história da escrita; Camara Jr. (1999), Bakhtin (1995), Ferreiro e Teberosky (1985), sobre o funcionamento do sistema de escrita da Língua Portuguesa; e McLuhan (2009) e Santaella (2022), sobre os impactos da cultura digital e os novos paradigmas comunicacionais. Os resultados da pesquisa demonstram que a assimilação de elementos não verbais e as supressões que ocorrem na escrita digital não rompe com a tradição, mas a transforma continuamente, articulando elementos de continuidade e renovação. Nesse cenário híbrido, amplia-se o acesso à produção textual e tornam-se tênues as fronteiras entre escrita e oralidade, formalidade e informalidade, público e privado. Ícones e imagens, recursos antigos, são ressignificados nos textos digitais. Assim, a escrita reafirma sua centralidade na cultura, adaptando-se às exigências da cultura digital e instaurando novos paradigmas comunicativos.

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OS NÃO-LUGARES DAS(OS) PEDAGOGAS(OS) NAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS DE MATO GROSSO

Autora: EDNA NONATO SANTANA

Resumo: A presente pesquisa está vinculada ao Programa de Pós-graduação em Educação (PPGEdu) da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), na linha de pesquisa Política, Formação e Práticas Educativas e tem como tema o pedagogo nas políticas educacionais. O problema desta pesquisa emerge das circunstâncias em que vive as pedagogas e os seus não-lugares no cenário educacional do Brasil e no Mato Grosso, caracterizado pelas políticas públicas que regulam as atribuições dos professores pedagogos em início de carreira. Diante disso, questiona-se: O que expressam as narrativas das pedagogas em início de carreira de Campo Verde sobre os desafios e incertezas, diante das novas funções no MT? A formação continuada propiciada pelo sistema subsidia suficientemente essas pedagogas para as novas atribuições? Um dos principais desafios está relacionado às normas estabelecidas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei n.º 9.394 de 20 de dezembro de 1996, que define diretrizes para a educação em todo o país, incluindo o estado de Mato Grosso, e cuja implantação exige adaptações e esforços conjuntos entre os entes federados. Em Mato Grosso incorpora-se pela Lei n.º 11.422 de 14 de junho de 2021 (PEE) e que, em efeito, traz a Portaria 176/2022/GS/Seduc/MT e a Portaria 1.138/2024/GS/Seduc/MT que definem as funções do Professor Pedagogo, Professor de Apoio Pedagógico Especializado e ainda o Projeto Atendimento Personalizado da Aprendizagem. O objetivo deste estudo é identificar, a partir das narrativas das pedagogas em inicio de carreira, que impactos e desafios surgiram com as Portarias 176/22 e 1.138/24, adotadas no Mato Grosso em atendimento ao PNE. Para responder à questão e ao objetivo da pesquisa, considerou-se mais adequada a abordagem qualitativa e o método (auto)biográfico, visto que a pesquisa autobiográfica permite compreender a construção da identidade profissional por meio das experiências vividas expressas em narrativas. Para a pesquisa foram desenvolvidos estudos de referenciais sobre o tema, mapeamento por meio do portal da Capes, SciELO, Banco de teses e dissertações e outras fontes de pesquisa que colaboraram com o tema proposto. Para a coleta de dados, foram selecionadas duas participantes pedagogas, atuantes nas escolas de Campo Verde, que preencheram os requisitos da pesquisa. Os instrumentos de coleta incluem a análise documental, questionário, questões e entrevista aberta a fim de nortear a produção de narrativas, sob a forma de memoriais de professores pedagogos iniciantes

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NECESSIDADES FORMATIVAS DE PROFESSORAS DE LÍNGUA INGLESA EM RONDONÓPOLIS-MT: ANÁLISES DAS CONVERSAS PROFISSIONAIS ACERCA DA POLÍTICA DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM MATO GROSSO

Autora: ELISÂNGELA DOS SANTOS RIBEIRO LIMA

Resumo: Esta pesquisa vincula-se ao Programa de Pós-Graduação em Educação do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Rondonópolis (PPGEdu/UFR), na linha de Política, Formação e Práticas Educativas. O estudo investiga as necessidades formativas de professoras de Língua Inglesa no contexto da formação continuada, a partir das conversas profissionais, com foco no programa EducAção 10 anos, instituído em 2022, pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (SEDUC-MT). Centra-se na seguinte questão: A formação continuada proposta pela Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso (SEDUC-MT) atende às necessidades formativas das professoras de Língua Inglesa que atuam na rede estadual do Ensino Fundamental (anos finais) e Ensino Médio, no município de Rondonópolis-MT? Tem-se, como objetivo geral analisar, a partir das conversas profissionais, se as necessidades formativas das professoras de Língua Inglesa estão sendo contempladas na atual proposta de formação continuada da SEDUC-MT. E, como objetivos específicos: identificar e apresentar as necessidades formativas expressas nas conversas profissionais; descrever o processo de formação, considerando o programa EducAção 10 anos; e avaliar como as necessidades dessas professoras estão sendo atendidas na política de formação continuada pela SEDUCMT. Adota-se a pesquisa de abordagem qualitativa, com foco em narrativas profissionais. A análise baseia-se em uma metodologia compreensivo-interpretativa, buscando compreender as necessidades formativas expressas pelas professoras e sua adequação às necessidades formativas e profissionais. Os dados evidenciam que as necessidades formativas das professoras de Língua Inglesa não se resumem à carência de conteúdo, mas envolvem dimensões estruturais: a falta de conexão entre políticas e realidade escolar, o despreparo da formação inicial, a ausência de escuta aos professores e a fragilidade de formações obrigatórias. Em contrapartida, emergem práticas de resistência criativa, como a autoformação e o apoio coletivo entre pares, que revelam a capacidade de reinvenção dos docentes.

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PROCESSO DE ENSINO DA TRADUÇÃO PEDAGÓGICA NO COMPONENTE CURRICULAR DE LÍNGUA INGLESA EM ESCOLAS ESTADUAIS DE JUSCIMEIRA/MT: METODOLOGIAS E ESTRATÉGIAS 

Autora: ELIVAN OLIVEIRA GOMES DE SOUZA

Resumo: Esta pesquisa partiu do interesse em saber como se dá o processo de ensino da Tradução Pedagógica no componente curricular de Língua Inglesa nas escolas estaduais de Juscimeira/MT, com professores do 7º ano do Ensino Fundamental. O desejo em pesquisar a temática de tradução pedagógica vem da minha vivência enquanto coordenadora pedagógica, ao  observar as dificuldades que os docentes têm em desenvolver atividades que progridem a capacidade comunicativa no processo ensino-aprendizagem, além da minha familiaridade com a língua inglesa. A pesquisa tem como objetivos específicos: a) identificar quais foram as metodologias utilizadas pelos professores de Língua Inglesa no uso da Tradução Pedagógica; b) mapear quais foram as estratégias exploradas pelos professores de Língua Inglesa no uso da Tradução Pedagógica; c) analisar as contribuições do ensino da Tradução Pedagógica da Língua Inglesa nas escolas do município de Juscimeira; d) descrever como os professores organizam e trabalham com o ensino da Tradução Pedagógica em escolas estaduais de Juscimeira-MT. Para a realização da pesquisa, utilizou-se como embasamento teórico referências bibliográficas de estudiosos que discutem a abordagem comunicativa do ensino, visando analisar, interpretar e entender as relações comunicativas da Tradução Pedagógica. A presente pesquisa optou pela pesquisa qualitativa para buscar produções pertinentes à temática a ser pesquisada e também se apoiou em documentos norteadores que envolvem a Tradução Pedagógica no componente curricular de Língua Inglesa. A coleta de dados foi por meio de um questionário aplicado antes da observação e outro, após a observação de dez aulas de cada professor. Para o tratamento dos dados coletados, a pesquisa utilizou a técnica da Análise de Conteúdo, ou seja, analisou, explorou e interpretou os resultados. Esta pesquisa visou compreender como a Tradução Pedagógica pode ser uma ferramenta eficaz no ensino da língua inglesa, quando aplicada de forma crítica e contextualizada, e comprovou que pode contribuir positivamente para a formação de todos os envolvidos nesse processo de ensino-aprendizagem.

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A LITERATURA DE CAROLINA MARIA DE JESUS EM SALA DE AULA: O DIÁRIO COMO RECURSO PEDAGÓGICO PARA A PRODUÇÃO ESCRITA

Autora: EMANUELLE HENRIQUE ALVES CAMPOS

Resumo: A presente dissertação tem como objetivo o estudo sobre as estratégias metodológicas para a realização de atividades de escrita trabalhadas em sala de aula a partir da obra Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960), de Carolina Maria de Jesus. As estratégias são analisadas, a partir de quatro dissertações de mestrado, utilizadas como ponto de partida para compreender o valor pedagógico da literatura da autora, especialmente na abordagem de questões como o incentivo à escrita que leva os estudantes às reflexões sobre rotinas de leitura e escrita, pertencimento e identidade racial. A pesquisa parte do pressuposto de que as produções da autora podem promover debates sobre a diversidade de publicações na literatura brasileira e está alinhada às diretrizes da Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e africana nos currículos escolares. Para tanto, explora como a literatura da autora pode ser inserida em práticas pedagógicas que tenham diferentes abordagens, neste caso, especificamente em estratégias para a realização de atividades de escrita que levam ao trabalho com práticas antirracistas e de valorização da identidade negra, contribuindo para o letramento literário e racial, além da formação de uma consciência crítica nos estudantes. A partir das análises das dissertações selecionadas, o estudo busca compreender como as experiências literárias e biográficas carolinianas são trabalhadas em sala de aula e quais são os impactos dessas práticas na percepção dos professores e estudantes. O referencial teórico utilizado para a abordagem em torno do racismo inclui os estudos de Lélia Gonzalez (2020), que aborda a importância do entendimento de conceitos como o de democracia racial e da identidade política e cultural construída a partir da interseccionalidade entre raça, gênero e classe, enfatizando a experiência específica da mulher negra na América Latina. A partir dessa perspectiva, analisa-se como o diário contribui para a construção de novas visões sobre a prática de escrita, as relações raciais e o pertencimento social. Em sequência, tem-se os estudos de Sueli Carneiro (2023), para dar suporte no que diz respeito às questões do racismo, pois a estudiosa o analisa como um mecanismo estrutural de poder que opera em conjunto com o sexismo para subalternizar as mulheres negras. A abordagem de ambas dialoga e avança na crítica ao liberalismo, destacando como a racialidade (um sistema de classificação social baseado na raça) é um instrumento de dominação. Para a abordagem sobre a escrita em sala de aula a pesquisa se orienta em Geraldi (2011); sobre o gênero diário, apoia-se em Didier (1976); além de Lejeune (2008) e na escrevivência de Evaristo (2020), entre outros. O estudo visa, assim, analisar projetos que utilizam a obra da escritora como objeto de ensino, sublinhando as estratégias bem-sucedidas e identificando as lacunas que ainda precisam ser preenchidas para que a literatura da autora seja integrada aos processos educacionais. Espera-se, desse modo, contribuir para o desenvolvimento de novas práticas pedagógicas que promovam uma educação inclusiva e transformadora, valorizando a diversidade cultural e intelectual. A pesquisa, de cunho qualitativo e análise documental, se concentra em analisar as pesquisas científicas já desenvolvidas em torno da literatura caroliniana e suas abordagens em sala de aula.

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A CRIANÇA E A NATUREZA NA COSMOPERCEPÇÃO BOE BORORO: DIÁLOGOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA NA ESCOLA LEOSÍDIO FERMAU, TERRA INDÍGENA TADARIMANA – MATOGROSSO

Autora: ÉVY THAYNNE DOS ANJOS SOUZA

Resumo: Diante das crescentes mudanças ambientais e do progressivo afastamento das crianças da natureza, este estudo parte da premissa de que as cosmopercepções indígenas oferecem caminhos essenciais para refletir sobre os processos de educação ambiental e sobre as relações humanas com a natureza. Nesse contexto, a pesquisa propõe-se a compreender a relação entre
criança e natureza a partir da cosmopercepção do povo Boe Bororo, investigando como essa compreensão pode oferecer caminhos para uma educação ambiental crítica, sensível e transformadora. O objetivo geral foi compreender o que significa ser criança para os povos indígenas Boe, identificando as percepções, práticas e ensinamentos promovidos pelas famílias, pela comunidade e pela escola. Busca-se, assim, evidenciar como esses elementos revelam uma conexão indissociável com a natureza, concebida não como mero recurso, mas como ser vivo, relacional e integrante da existência. A metodologia adotada é de caráter qualitativo, com enfoque fenomenológico e etnográfico. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com professores da Escola Municipal Leosídio Fermau, situada na Aldeia Tadarimana, Terra Indígena Tadarimana, a aproximadamente 45 km de Rondonópolis, Mato Grosso. A pesquisa inspira-se na fenomenologia da percepção de Maurice Merleau-Ponty, que valoriza a experiência vivida e a corporeidade como fundamentos da compreensão do mundo, essa abordagem permitiu compreender como a criança Boe constrói sua identidade e sua cosmopercepção por meio da interação sensorial com a natureza. Complementarmente, a antropologia interpretativa de Clifford Geertz forneceu subsídios para a descrição das práticas culturais, possibilitando compreender os sentidos atribuídos pelas crianças, famílias e educadores às suas experiências cotidianas no território indígena. Espera-se que os resultados da pesquisa contribuam para o fortalecimento de uma educação ambiental que reconheça e dialogue com os saberes originários e com o território e as escolas indígenas, reconhecendo a infância e suas formas próprias de conhecer, sentir e viver o mundo. Ao revelar as maneiras pelas quais o povo Boe compreende a infância e sua relação com a natureza, esta dissertação propõe uma reflexão aprofundada sobre a intrínseca relação entre a infância e o ambiente natural na cosmopercepção do povo indígena Boe Bororo, apontando caminhos para uma educação ambiental territorializada, sensível e comprometida com as diferenças culturais e ecológicas.

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LIVRO DIDÁTICO DO 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM CONTEXTO INDÍGENA BÓE-BORORO

Autor: FERNANDO KUDORO BORORO

Resumo: A presente dissertação de mestrado vincula-se ao Programa de Pós-Graduação em Educação, do Instituto de Ciências Humanas e Sociais, da Universidade Federal de Rondonópolis (PPGEdu/ICHS/UFR), na linha de pesquisa: Linguagem, educação e cultura. O tema desta pesquisa é Educação Escolar Indígena, mais especificamente, representação dos povos originários em material didático utilizado no 3º ano do ensino fundamental na Escola da Aldeia Córrego Grande “Korogedo Paru”, município de Santo Antônio do Leverger – Mato Grosso. A problemática central é como os povos originários do Brasil estão representados em termos de conteúdos e figuras ilustrativas no material didático que é o objeto desta dissertação. A secundária é se a representação que consta no livro contribui para o fortalecimento da identidade do povo Bóe-Bororo. Esta pesquisa tem como objetivo geral: analisar o conteúdo do material didático Livro Maxi Séries Iniciais para o 3º ano do Ensino Fundamental, no que se refere à representação dos povos originários brasileiros buscando refletir sobre possíveis influências na identidade do povo Bóe-Bororo. Como objetivos específicos, propõe-se: a) Mapear o material didático Livro Max Séries Iniciais, cadernos 1, 2, 3, 4, do 3º ano do Ensino Fundamental para verificar se há figuras e conteúdo com representação dos povos originários; b) Verificar se o material em análise traz discussões e atividades que podem colaborar para o fortalecimento da identidade do povo Bóe-Bororo; c) Apontar sugestões de atividades para o fortalecimento da identidade do povo Bóe-Bororo a partir do uso e ressignificação do material em análise. Em relação aos dados e análise dos cadernos Maxi – 3º ano, seguiu-se a metodologia de análise de conteúdo (Bardin, 2016), que prevê três etapas: Préanálise, onde se definiu o corpus e os objetivos da pesquisa; seguida da Exploração do Material, que envolveu a leitura e codificação de quatro cadernos para identificar unidades de registro e contexto; e, por fim, o tratamento dos resultados, onde foram estabelecidas categorias, procedeu-se a análise do material, inferências e interpretação para responder aos objetivos propostos. Por meio desta pesquisa, verificou-se que, embora os cadernos Maxi analisados sejam utilizados em escolas de Mato Grosso, seu conteúdo não é significativamente específico para os estudantes deste Estado. Em se tratando de escolas indígenas, a inadequação revela-se mais problemática, tendo em vista que a temática é abordada superficial e pontualmente em algumas unidades e disciplinas. Assim sendo, conclui-se que o material não colabora para o fortalecimento das identidades dos povos originários e tampouco para os Bóe-Bororo. Deste modo, é fundamental que haja materiais adequados e com participação de pessoas preparadas e conhecedoras das diversidades étnicas para que possam participar e contribuir na produção de livros e recursos didáticos que colaborem para a construção de escolas que sejam interculturais, específicas, diferenciadas e bilíngues. Portanto, faz-se necessário investir na formação docente para que os profissionais da Educação que atuam em escolas de aldeias e/ou que recebem estudantes indígenas possam problematizar os materiais didáticos e, coletivamente, busquem responder às demandas e anseios de uma educação mais inclusiva, respeitando a diversidade.

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PRODUÇÃO TEXTUAL A PARTIR DO GÊNERO LITERÁRIO CONTO DE FADAS: ANÁLISE DE ENUNCIADOS DO MATERIAL DIDÁTICO COMPLEMENTAR DE ALFABETIZAÇÃO

Autora: IZAIRA APARECIDA DA SILVA

Resumo: Esta pesquisa foi elaborada no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Rondonópolis (PPGEdu/ICHS/UFR), na linha: Linguagem, Educação e Cultura, está vinculada ao projeto Língua e Linguagem: gêneros, materiais, suportes e práticas no processo de ensino e aprendizagem da língua portuguesa e ao grupo de pesquisa ALFALE – Alfabetização e Letramento (http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/789786#recursosHumanos). Apresenta como tema a análise da produção textual no contexto da alfabetização, com foco específico no uso do gênero literário conto de fadas. O problema é orientado pela seguinte questão: os enunciados das atividades propostas no MDC, Livro do professor (vol. 2, 2º ano do Ensino Fundamental I), para o trabalho com o gênero literário “conto de fadas”, levam à produção textual das crianças, em processo de alfabetização, ou apenas condicionam à reprodução e cópia? Para tanto, esta investigação tem como objetivo geral: analisar o processo de produção textual proposto pelo MDC – livro do professor – volume 2, do 2º ano do Ensino Fundamental da rede municipal de ensino de Primavera do Leste – MT, a partir da verificação dos enunciados das atividades sugeridas com o gênero literário conto de fadas, de modo a compreender os encaminhamentos didático-pedagógicos atinentes à construção da escrita em turmas de alfabetização. Definimos os seguintes objetivos específicos: (I) Identificar os encaminhamentos metodológicos para a produção textual de contos de fadas presentes na unidade 4 do livro do professor, volume 2 do Material Didático Complementar (MDC) para o 2º ano do Ensino Fundamental; (II) Discutir os fundamentos teóricos e pedagógicos subjacentes às atividades de produção textual, considerando, as habilidades de escrita previstas nas diretrizes curriculares nacionais para a alfabetização; (III) Avaliar a contribuição e a adequação dos encaminhamentos metodológicos da unidade em estudo para o desenvolvimento das habilidades de escrita narrativa. Desse modo, a pesquisa está pautada numa abordagem qualitativa, exploratória e documental, tendo por base Gil (2017), Minayo (2010). Como arrimo teórico os trabalhos de Albuquerque e Ferreira (2021); Antunes (2004, 2010); Bardin (2011, 2016); Cagliari (2004); Ferreiro (1993); Kleiman (2004); Lerner (2002); Mortatti (2004); Soares (2009; 2020, 2022); Marcuschi (2008); Colomer (2002; 2007); Gontijo (2009) Vieira(2005), entre outros. Para análise do corpus Bakhtin (2003, 2006, 2011, 2014; 2016); Vygotsky (1998; 2009); Smolka (1998, 2009, 2012). A análise dos dados seguiu os princípios da Análise de Conteúdo, conforme estabelecido por Bardin (2016), o que possibilitou a sistematização das informações e a definição das seguintes categorias temáticas: Fragmentos com estímulo à Produção textual, Fragmentos com indicação de reprodução textual e Fragmentos com estímulos abertos. A pesquisa aponta e denuncia que o modo como o ensino e a apropriação da produção textual são direcionados nas propostas do Material Didático Complementar (MDC) resulta em atividades que priorizam a preparação e o treinamento mecânico, caracterizando um modelo reprodutivo e desprovido de relevância para os alunos. Essa abordagem limita a capacidade criativa e autoral dos estudantes, que são levados a produzir para obter boas avaliações. Consequentemente, essas atividades não conseguem oferecer experiências significativas que promovam o desenvolvimento integral dos alunos.

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INTERCULTURALIDADE CRÍTICA E REPRESENTAÇÃO ÉTNICO-RACIAL NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA: CONSTRUINDO CAMINHOS POR UMA PEDAGOGIA DECOLONIAL

Autora: JOANA BATISTA DE SOUZA

Resumo: A presente dissertação vincula-se ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu), do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), da Universidade Federal de Rondonópolis, na linha de pesquisa: Linguagem, Educação e Cultura. Intitulada “Interculturalidade crítica e representação étnico-racial no livro didático de língua portuguesa: construindo caminhos por uma pedagogia decolonial”, a investigação dialoga com essa linha ao articular linguagem, educação e cultura na problematização das representações étnico-raciais no livro didático, contribuindo para os debates sobre diferença, currículo e justiça social. Centra-se na seguinte questão de pesquisa: Como as diferenças étnico-raciais (brancos, negros e indígenas) são
representadas no livro didático de Língua Portuguesa, adotado para o 3º ano do ensino fundamental? Com base nessa questão, define-se como objetivo geral deste estudo refletir sobre o modo como as diferenças étnico-raciais (brancos, negros e indígenas) são representadas no livro didático FTD (Sistema de ensino) de Língua Portuguesa, do terceiro ano do ensino fundamental, tendo por base os princípios da Interculturalidade crítica, buscando reconhecer as desigualdades históricas e valorizar as vozes silenciadas. Nesse sentido, o estudo das representações étnico-raciais possibilita problematizar seus efeitos na produção de visibilidades e silenciamentos, bem como suas implicações para a interculturalidade crítica, para a leitura do material didático e para o reconhecimento de vozes historicamente silenciadas no espaço escolar. De forma mais específica, pretende-se: a) estudar como as diferenças étnico-raciais (brancos, negros e indígenas) são representadas no livro didático FTD (Sistema de ensino) de Língua Portuguesa, do terceiro ano do ensino fundamental; b) estudar, com base nos princípios da interculturalidade crítica, essa representação no livro didático. Para alcançar tais objetivos, a pesquisa adota abordagem qualitativa em perspectiva decolonial (Pessoa; Silvestre, 2025; Denzin, 2018), de natureza documental e analítica (Sá- Silva; Almeida; Guindani, 2009). A leitura das imagens busca identificar como as diferenças étnico-raciais são representadas e interpretar essas representações a partir da interculturalidade crítica. Nessa direção, procura-se compreender quais sujeitos se tornam visíveis no livro didático e quais permanecem à margem, problematizando os mecanismos que sustentam essas narrativas e oferecendo aportes à educação linguística crítica, à formação docente e à leitura crítica de materiais didáticos. Os eixos interpretativos, construídos no encontro com as imagens, orientam leituras de visibilidades, silenciamentos e hierarquias étnico-raciais, permitindo questionar sentidos naturalizados no cotidiano escolar em diálogo com Walsh (2019) e Candau (2025). Os resultados indicam que, embora a presença de pessoas negras nas imagens represente avanços na visibilidade, persistem enquadramentos brancocentrados, nos quais a branquitude opera como norma da visualidade escolar (Bento, 2022). Evidencia-se, assim, que a visibilidade, por si só, não se converte em reconhecimento, uma vez que culturas, conhecimentos e memórias negras e indígenas tendem a permanecer em segundo plano. Desse modo, o desafio não consiste apenas em fazer aparecer, mas em reconhecer histórias, saberes e existências. A pesquisa oferece subsídios para a seleção e o uso crítico de materiais didáticos em conformidade com as Leis n.º 10.639/2003 e 11.645/2008, fortalecendo o enfrentamento ao racismo, o reconhecimento das culturas afro-brasileiras e dos povos indígenas na educação básica, além de favorecer a formação docente e dialogar com pesquisas sobre representações étnico-raciais em materiais didáticos. Conclui-se que a leitura crítica das imagens pode  ampliar possibilidades de reconhecimento, pertencimento e justiça curricular no espaço escolar.

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PROFESSORES INICIANTES E SUA FORMAÇÃO EM ESPAÇOS HÍBRIDOS: FORMEDUC, ESCOLA E COMUNIDADE DO CAMPO

Autora: JUCELIA FREITAS DA SILVA

Resumo: Esta pesquisa, vinculada à Universidade Federal de Rondonópolis, Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Programa de Pós-Graduação em Educação (UFR/ICHS/PPGedu) e à Linha de Pesquisa: Política, formação e práticas educativas, se efetiva na rede estadual de ensino em Juscimeira é um município localizado na região Sudeste do estado de Mato Grosso (MT), que por sua vez, faz parte da região Centro-Oeste do Brasil, com enfoque nos professores iniciantes da escola do campo e suas vivências em espaços híbridos de formação, questionando: os professores iniciantes que vivem na comunidade do campo e participam do FormEduc/UFR, experienciaram em sua formação continuada, a articulação entre universidade, escola e comunidade, de modo a se apropriarem de espaços híbridos? Os professores do campo manifestam em suas narrativas haver conexão entre a formação docente, a experiência na/da escola do campo e a comunidade? Ressalta-se que, nesta pesquisa, são considerados iniciantes os professores com até cinco anos de docência. O objetivo da pesquisa foi identificar e analisar o que revelam as narrativas das professoras iniciantes sobre os espaços híbridos de formação docente, a escola do campo e a comunidade e seus reflexos na prática docente. Para tanto, adotou-se a abordagem qualitativa, utilizandose a análise de conteúdo (Bardin, 2011), envolvendo a articulação entre evidências empíricas e o referencial teórico, propiciando melhor compreensão sobre o objeto de estudo. A construção do corpo teórico do trabalho fundamentou-se em autores que discutem a temática dos professores iniciantes, educação do campo e espaços híbridos de formação, focadamente em Zeichner (2010) e Nóvoa (2007). A produção de dados ocorreu por meio da revisão de literatura, narrativas escritas e orais das professoras iniciantes, rodas conversa, resultados de entrevistas,e diário de campo da pesquisadora. As participantes são duas professoras iniciantes, contratadas na Escola Estadual Santa Elvira, localizada na Comunidade de Santa
Elvira, distrito de Juscimeira-MT, que possuíam até cinco anos de experiência na docência, sendo as únicas atuantes nesta condição exigida na pesquisa. Os resultados revelaram o desconhecimento das professoras sobre o que são espaços híbridos, que se manifestaram em diferentes contextos formativos universidade, escola e comunidade, evidenciando a necessidade de uma formação específica sobre espaços híbridos para melhor compreensão das práticas pedagógicas das docentes da escola do campo. As narrativas evidenciaram também, práticas sensíveis às demandas da comunidade e vínculos estabelecidos com os estudantes, ainda que de forma intuitiva e não sistematicamente orientada por concepções teóricas sobre hibridismo formativo. Ficou evidente também, a ausência de políticas públicas de formação de professores do campo, importante para o reconhecimento de que o próprio espaço de vida e formação se articula na prática e trabalho docente.

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O LUGAR DA AFETIVIDADE NA FORMAÇÃO INICIAL EM EDUCAÇÃO FÍSICA NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DE MATO GROSSO

Autora: KARINE SILVA BOZOKI

Resumo: Esta pesquisa, de abordagem qualitativa, debruça-se sobre o tema da afetividade na formação inicial de professores de Educação Física. Parte-se da seguinte questão: a afetividade está integrada ao currículo formativo dos cursos de licenciatura em Educação Física das instituições públicas de Mato Grosso? O objetivo geral consiste em investigar o lugar da afetividade no currículo da formação inicial de professores de Educação Física das instituições públicas de Mato Grosso, tanto em documentos oficiais quanto nas percepções docentes. A relevância do estudo reside na necessidade de refletir sobre o papel da afetividade enquanto conhecimento sistematizado na formação docente, reconhecendo sua importância nas relações entre professores e alunos e no processo de ensino e aprendizagem. A pesquisa foi organizada em duas etapas. A primeira envolveu a análise documental da Diretriz Curricular Nacional e dos Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) de cinco instituições públicas de Mato Grosso. A segunda consistiu na realização de entrevistas semiestruturadas com representantes do NDE de uma dessas instituições, cujos dados foram tratados por meio da Análise de Conteúdo. Os resultados apontam que a afetividade está ausente de forma explícita na DCN e que essa ausência se mantém na maioria dos PPCs analisados, sendo identificada somente uma menção indireta a termos como emoções, sentimentos e dimensão emocional. Essa lacuna também aparece nas percepções dos participantes, ainda que reconheçam a relevância da afetividade para a prática docente. Sugere-se que a afetividade permanece negligenciada tanto nas formulações curriculares quanto na sistematização como conhecimento científico para a formação de professores de Educação Física. À luz das teorias que embasam este estudo, a pesquisa contribui para ampliar o debate sobre a afetividade no currículo da formação docente, reafirmando sua importância como elemento essencial no processo educativo e como possibilidade de ressignificação das práticas pedagógicas, frente aos desafios póscontemporâneos.

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ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE): PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA ESCRITA DE ESTUDANTES SURDOS

Autora: LAÍS VITORINO DO NASCIMENTO ALMEIDA

Resumo: Esta pesquisa vincula-se ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Rondonópolis, na linha de pesquisa Linguagem, Educação e Cultura, articulada ao Grupo de Pesquisa Alfabetização e Letramento (ALFALE). Partindo do pressuposto de que a escola deve assegurar condições equitativas de acesso, permanência e aprendizagem a todos os estudantes, o estudo tem como objetivo investigar, a partir dos relatos de professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), como as práticas pedagógicas voltadas ao ensino da escrita consideram as especificidades culturais e linguísticas dos estudantes surdos no contexto da Educação Inclusiva. A pesquisa problematiza a seguinte questão: como as práticas pedagógicas de escrita desenvolvidas por professores nas Salas de Recursos Multifuncionais da rede estadual de Rondonópolis/MT têm considerado as especificidades culturais e linguísticas dos estudantes surdos e de que modo essas práticas se relacionam com os processos de aprendizagem no contexto da Educação Inclusiva? Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo-interpretativo, orientada pela perspectiva do estudo de caso. Os dados foram analisados à luz da análise de conteúdo, conforme Bardin (2016), e a confiabilidade das informações foi assegurada por meio da triangulação entre fontes documentais, bibliográficas e empíricas. O referencial teórico fundamenta-se em autores como Gnerre (2009), Kumada (2016), Lima (2021, 2023), Lodi (2004, 2006, 2010), Mantoan e Lanuti (2022), Quadros (1997, 2006, 2007), Skliar (1998), Strobel (2008, 2022) e Vigotsky (2001), entre outros. Os resultados evidenciam que as práticas pedagógicas de escrita desenvolvidas no AEE consideram as especificidades culturais e linguísticas dos estudantes surdos de forma parcial e heterogênea, estando frequentemente condicionadas à iniciativa individual dos professores. Embora haja o reconhecimento da Libras como língua fundamental para a aprendizagem e o uso de estratégias visuais e adaptações metodológicas, tais práticas nem sempre se organizam a partir de uma perspectiva bilíngue estruturada, em que a língua de sinais assume o papel de língua de instrução e mediação central do processo de ensino da escrita. Observa-se que os avanços na aprendizagem ocorrem sobretudo quando há circulação efetiva da Libras, planejamento pedagógico intencional, articulação com o Tradutor e Intérprete de Libras e reconhecimento da surdez como diferença linguística e cultural. Por outro lado, a ausência dessas condições evidencia barreiras linguísticas, pedagógicas e estruturais que limitam o acesso dos estudantes surdos à escrita, especialmente no que se refere à construção de conhecimentos socioculturais e discursivos necessários à contextualização dos textos e à produção de sentidos. Conclui-se que, embora o AEE represente um espaço potente de mediação pedagógica, o fortalecimento de práticas bilíngues consistentes depende da ampliação das políticas de formação docente, da consolidação de políticas linguísticas institucionais e da garantia de condições estruturais que assegurem uma Educação Inclusiva comprometida com o direito à linguagem e à aprendizagem.

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APRIMORAMENTO DA HABILIDADE DE ESCRITA ARGUMENTATIVA NO ENSINO MÉDIO DIANTE DA INFLUÊNCIA DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS

Autora: MARINES MARQUES RISSO

Resumo: Esta dissertação, vinculada à Linha de Pesquisa I – Linguagem, Educação e Cultura do Programa de Pós-graduação em Educação (PPGEdu) do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), tem por objetivo geral analisar possíveis potencialidades e fragilidades das práticas digitais no ensino da escrita argumentativa no ensino médio e específicos: a) Realizar um levantamento bibliográfico dos últimos 10 anos sobre o ensino da linguagem escrita e o uso de tecnologias digitais no contexto educacional; b) Explorar diferentes perspectivas teóricas e metodológicas sobre o ensino da linguagem escrita mediada por tecnologias digitais em sala de aula; c) Investigar como as ferramentas digitais podem contribuir para o aprimoramento da escrita argumentativa. Esse tema nasce da percepção de que, embora façam uso de diversos recursos digitais, os alunos nem sempre empregam os elementos característicos associados à situação de produção como: finalidade, interlocutor, contexto de circulação, estrutura do gênero discursivo, grau de formalidade da linguagem e a construção da argumentação. Parte-se, assim, dos pressupostos de que a dificuldade de produção de texto escrito dos alunos do ensino médio se relaciona à fragilidade no desenvolvimento de competências comunicativas, sobretudo no uso da escrita como forma de expressão estruturada, crítica e socialmente situada. Considerando a complexidade do ensino da linguagem escrita, a metodologia adotada é de natureza qualitativa, de caráter exploratório e analítico. Para isso, foram utilizados os seguintes procedimentos: (1) levantamento bibliográfico de dissertações e teses dos últimos dez anos (2014/2024); (2) organização das informações em categorias e subcategorias, visando identificar maneiras de uso de tecnologias digitais em sala de aula; (3) leitura analítica das práticas realizadas pelos pesquisadores, elaboração de resumos das experiências e resultados pedagógicos descritos; (4) análise de literaturas especializadas sobre ensino e aprendizagem de escrita, com ênfase na modalidade escrita argumentativa. Para isso, o aporte teórico da pesquisa se sustenta em estudos sobre a aquisição da escrita, como Vygotsky1 (2000), Bakhtin (1997), Marcuschi (2004), Koch (2015, 2016), Antunes (2005, 2010). Também se apoia em estudos relacionados à tecnologia e educação, tais como Lévy (1993, 1999), McLuhan (1964), Kenski (2003, 2007), Prensky (2010) e Rojo (2002, 2022). Por fim, considera estudos sobre o texto dissertativo-argumentativo, como Toulmin (2001), Perelman; Tyteca (2005). Com essa finalidade, a conclusão a que chegamos é que, é papel da escola ensinar a geração de nativos digitais a usarem as tecnologias, senão teremos sujeitos hiperconectados, mas com dificuldades para selecionar, interpretar e produzir informações de forma crítica. Precisamos estar preparados para atender às necessidades do aluno que já está participando ativamente em espaços virtuais para orientá-los a aprender a aprender nesses ambientes, a fim de atuar de modo efetivo na sociedade sabendo o que dizer, como dizer e para quem dizer usando a palavra escrita com ou sem tecnologia digital. Assim, o presente estudo contribui para discussões em torno do uso de tecnologias digitais em sala de aula e suas potencialidades para aprender a argumentar.

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PEDAGOGIAS INTERGERACIONAIS DE MASCULINIDADE: UM ESTUDO SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER A PARTIR DE HOMENS EM SERVIÇO REFLEXIVO

Autora: MYLLENA OLIVEIRA PORTELA

Resumo: Este estudo, situado na educação não-formal, tematiza as masculinidades e violências a partir das experiências de homens encaminhados pela Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher ao Serviço Reflexivo, localizado em Rondonópolis-MT. A base teórico-epistemológica que sustenta este trabalho parte das contribuições do construcionismo
social e das práticas discursivas, em diálogo com as noções de gênero, masculinidades e intergeracionalidade, sob o entendimento de que as relações de gênero e as práticas de violência se configuram como processos formativos e educativos, nos quais se aprendem e se reproduzem dinâmicas relacionais e de masculinidade. O objetivo principal consiste em analisar como as manifestações da violência contra a mulher se desenvolvem e se transformam nas relações intergeracionais-familiares entre homens, tendo como referência a experiência de vida de homens encaminhados ao Serviço Reflexivo pela Vara Especializada de Violência Doméstica contra a mulher do município de Rondonópolis. De maneira específica, objetivamos a) caracterizar os participantes em uma perspectiva interseccional; b) compreender como as dinâmicas familiares e os padrões de relacionamento entre as gerações influenciam a perpetuação ou ruptura da violência contra a mulher e c) identificar possíveis fatores de risco e de proteção na transmissão intergeracional de padrões de violência contra a mulher. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa de orientação construcionista, integrando a análise documental das fichas de acolhimento e desligamento dos participantes do Serviço, e a realização de entrevistas semiestruturadas com nove participantes concluintes do Serviço. Os dados revelam a predominância do encaminhamento ao Serviço de homens majoritariamente pretos e pardos, jovens adultos, pais e que não ultrapassaram o ensino médio. As falas resultantes das entrevistas indicam uma compreensão limitada das violências e a frequente relativização quando situadas no contexto familiar ou interpretadas como práticas educativas. Observam-se também deslocamentos nas compreensões de masculinidade, sobretudo na tentativa de associá-la à sensibilidade e ao cuidado; contudo, persistem referências a valores tradicionais da masculinidade hegemônica, como a honra, rigidez, resistência e autoridade. Os achados sugerem que os entrevistados demonstram compreensões ambíguas sobre transformações nas relações familiares e de gênero, expressando simultaneamente abertura e receio diante da ameaça de desestabilização de lugares historicamente atribuídos a homens e pais. Conclui-se que as práticas de violência e de masculinidade funcionam como orientações cotidianas, tanto reprodutoras quanto tensionadoras de modelos normativos marcados pela violência, evidenciando o potencial educativo de processos reflexivos voltados à ressignificação do ser-homem e das relações afetivo-familiares.

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EDUCAÇÃO EM CRISE OU EM TRANSFORMAÇÃO? A ATUAÇÃO DO PEDAGOGO NA REDE ESTADUAL DE MATO GROSSO APÓS O DECRETO Nº 723/2020

Autora: ROSENIR DA CONCEIÇÃO ROCHA

Resumo: O Decreto Nº 723/2020 reestruturou a gestão do Ensino Fundamental no Estado de Mato Grosso, transferindo os anos iniciais (1º a 5º ano) para as redes municipais e mantendo a responsabilidade do Estado apenas pelos anos finais (6º a 9º ano) e pelo Ensino Médio. Essa mudança resultou em uma redefinição das funções dos pedagogos na rede estadual, ampliando suas responsabilidades. O objetivo deste estudo, no âmbito do Curso de Mestrado em Educação (PPGEdu UFR), é analisar os efeitos a partir do Decreto nº 723/2020 na função do professor pedagogo na rede estadual de Mato Grosso, articulando os efeitos dessa reconfiguração às perspectivas de emancipação presentes na teoria crítica de Theodor Adorno. Foram considerados documentos, leis e normativas que auxiliam na compreensão desse processo, com o intuito de esclarecer como as políticas públicas atuais são aplicadas e executadas no país. A pesquisa utiliza como referência teórica autores da teoria crítica da sociedade, como Theodor Adorno, Crochík e outros, que discutem questões relacionadas à educação para a autonomia, convivência e inclusão real. Para problematizar a situação é preciso destacar os questionamentos que surgem das mudanças trazidas a partir do Decreto Nº 723/2020 e como essas modificações podem influenciar a atuação dos pedagogos na rede estadual de ensino. Em que medida a reconfiguração das atribuições do professor pedagogo, após o Decreto 723/2020, compromete ou potencializa a função emancipatória da educação pública em Rondonópolis/MT? De acordo com os resultados finais desta pesquisa, baseados em entrevistas com pedagogos, evidenciam-se as consequências da redefinição de funções, a precarização das condições de trabalho e os desafios enfrentados na implementação das políticas de inclusão educacional. Os resultados apontam para a necessidade de maior valorização profissional, formação específica e reestruturação das práticas pedagógicas, destacando a importância de políticas públicas mais coerentes com a realidade escolar.

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LETRAMENTO RACIAL CRÍTICO: (RE)AFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA A PARTIR DO TRABALHO COM BIOGRAFIAS EM SALA DE AULA

Autora: SAMARA SANTOS SILVA

Resumo: Esta dissertação propõe uma experiência de Letramento Racial Crítico (LRC) em sala de aula com duas turmas do 7o ano do ensino fundamental, de uma escola pública em Rondonópolis-MT. O embasamento teórico ancora-se principalmente nos estudos de Ferreira (2014; 2015), uma das precursoras do conceito de LRC na área da educação linguística no Brasil, cujas contribuições foram fundamentais para compreendê-lo como ferramenta de enfrentamento ao racismo e de (re)afirmação da identidade negra em sala de aula. As discussões também se fundamentam em autores como Bakhtin (2008), com a noção de dialogicidade aplicada à leitura e à construção de sentidos; Freire (1982; 2008), com sua pedagogia crítica voltada à conscientização e à transformação social; Pinheiro (2023), cuja perspectiva de educação antirracista e decolonial foi central na análise das práticas escolares; além de estudiosos que discutem letramento e linguagem, como Soares (2024), Street (2013) e Macedo (2020). A pesquisa parte da constatação de que o ambiente escolar, muitas vezes, reforça narrativas eurocêntricas que silenciam as vozes negras (Picanço, 2024). No entanto, perspectivas que privilegiam as vozes silenciadas, como o trabalho com o LRC, oferecem caminhos para enfrentar essa realidade (Ferreira, 2015). Assim, este estudo tem como objetivo geral promover uma experiência de Letramento Racial Crítico (LRC) em sala de aula. Por conseguinte, para atingir esse objetivo, delineiam-se os seguintes objetivos específicos: (a) desenvolver uma experiência de LRC como possibilidade de vivência de uma pedagogia decolonial e antirracista; (b) trabalhar com biografias de personalidades negras em aulas de Língua Portuguesa, a fim de suscitar reflexões sobre raça e racismo; e (c) analisar a percepção dos estudantes acerca da experiência em sala de aula, com ênfase no desenvolvimento do Letramento Racial Crítico e na (re)afirmação de suas identidades. Com vistas ao alcance dos objetivos geral e específicos, nesta dissertação, adota-se a abordagem qualitativa com viés na pesquisa-ação (Thiollent, 1986). Por meio desta metodologia foi possível desenvolver atividades reflexivas em sala de aula centradas na leitura, análise e produção de biografias de personalidades negras. A partir dessas produções, também foram desenvolvidas atividades com poesia e música, elementos presentes nas trajetórias artísticas dos biografados. A geração do material ocorreu a partir dessas atividades, o que possibilitou a produção de um mural coletivo com textos elaborados pelos estudantes, além do desenvolvimento de um questionário que permitiu identificar suas percepções sobre as aulas desenvolvidas. Os resultados sugerem que o trabalho com biografias, aliado à abordagem crítica do LRC, contribui para o fortalecimento da consciência racial e para a valorização das identidades étnico-raciais dos estudantes. Conclui-se que práticas pedagógicas sustentadas no LRC têm potencial para transformar a sala de aula em espaço de escuta, diálogo e (re)existência, contribuindo para a construção de uma educação mais equitativa e inclusiva.

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O REDIMENSIONAMENTO DA OFERTA DOS ANOS INICIAIS EM MATO GROSSO: IMPLICAÇÕES PARA O TRABALHO DO PROFESSOR PEDAGOGO

Autora: SIMONE DA SILVA REIS

Resumo: A pesquisa apresentada vincula-se ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu/UFR), na linha de pesquisa Política, formação e prática educativa. O interesse pela pesquisa surgiu com o processo de Municipalização/Redimensionamento da oferta dos anos iniciais do Ensino Fundamental das escolas estaduais para as escolas municipais,
iniciado com o Decreto n.º 723 de 24 de novembro de 2020, que dispõe sobre o processo de matrículas e formação de turmas na Educação Básica nas unidades escolares da Rede Pública Estadual de Ensino de Mato Grosso e o Programa EducAção 10 anos da Seduc/MT, instituído pelo Decreto n.º 1.497, de 10 de outubro de 2022. O Redimensionamento total, nas escolas Estaduais em Rondonópolis-MT, aconteceu no final de 2022, tendo como um de seus reflexos a criação de novas funções para os professores pedagogos que ficaram sem unidocência/sala de aula, a partir de 2023. O tema de estudo é a Pedagogia e o pedagogo na escola pública de educação básica. Esta pesquisa está ancorada pela seguinte problemática: Qual é o papel dos professores pedagogos nas escolas estaduais de Rondonópolis-MT após o Redimensionamento, como eles estão desenvolvendo suas novas funções na escola e se enfrentam desafios em decorrência dessa mudança? Perante o exposto, objetiva-se analisar o papel do professor pedagogo nas escolas estaduais de Rondonópolis-MT após o redimensionamento, focando nas novas funções atribuídas e nas implicações das políticas públicas na formação, atuação e prática pedagógica, tendo os seguintes objetivos específicos: 1) Discorrer sobre a Pedagogia e o pedagogo no contexto da escola pública; 2) Descrever a Pedagogia e a formação do pedagogo de acordo com as resoluções CNE/CP n.º1/2006, n.º 2/2015, n.º 2/2019, n.º 1/2020, n.º 4/2024; 3) Analisar as novas funções do professor pedagogo nas escolas estaduais de Rondonópolis, Mato Grosso, após o Redimensionamento; 4) Compreender dialeticamente como as políticas públicas têm afetado o espaço de atuação do pedagogo na escola pública. O lócus da pesquisa proposta foram quatro escolas da Rede Estadual de Ensino de Rondonópolis-MT, tendo como participantes oito professoras pedagogas atribuídas nas funções: professor pedagogo/professor auxiliar de coordenação; professor de apoio pedagógico especializado (PAPE); professor do projeto Acompanhamento Personalizado da Aprendizagem (APA). A investigação se desenvolveu pela abordagem qualitativa, com o método dialéticodialógico na perspectiva de Freire, fundamentações teóricas embasadas em Freire, Libâneo, Franco, Paro, Pimenta, Saviani. Como instrumentos para a coleta de dados, adotou-se pesquisa documental e entrevista semiestruturada. Os resultados apontam para uma descaracterização do papel do professor pedagogo na dimensão da docência, bem como no processo de coordenação e exercício da organização do trabalho pedagógico. As falas das professoras investigadas revelam tensões entre função e formação, entre o que os pedagogos foram preparados para fazer e o que as políticas educacionais os obrigam a exercer, sem escuta, formação ou planejamento adequado. As professoras pedagogas das escolas estaduais de Rondonópolis, MT pedem políticas públicas que: reconheçam o pedagogo como professor e formador; criem espaços legítimos de atuação pedagógica regulamentada por lei e atribuições claras; ofereçam formação continuada centrada na escola específica para a função exercida; reestruturem os projetos de alfabetização nos diferentes níveis de ensino; fortaleçam os vínculos entre formação acadêmica, prática pedagógica e valorização profissional.

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REGISTROS PEDAGÓGICOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONCEPÇÕES E PRÁTICAS

Autora: SONIA DOS SANTOS PINHEIRO

Resumo: Esta dissertação investiga como os registros realizados por professoras da Educação Infantil, da Rede Municipal de Primavera do Leste/MT, expressam as práticas educativas e dialogam com as orientações teóricas e legais que sustentam a Educação Infantil. O estudo parte da compreensão de que o registro vai além de uma formalidade burocrática, constituindo-se como instrumento de reflexão, escuta e construção coletiva de saberes entre as professoras, crianças e famílias. Tem como objetivo central compreender a concepção e a prática de registro pedagógico na Educação Infantil, a partir da análise dos registros realizados por professoras de duas escolas da Rede Municipal de Primavera do Leste/MT. Busca-se investigar a intencionalidade, a função, a frequência e os desdobramentos desses registros na prática pedagógica, bem como sua visibilidade e materialização na documentação pedagógica, de modo a revelar as concepções de criança e de Educação Infantil subjacentes a essas práticas. A questão que mobilizou todo o estudo foi: O que revelam os registros das professoras a respeito dos fazeres das crianças na Educação Infantil?. A partir dela, derivaram-se outras indagações, tais como: qual a função real do registro na prática pedagógica? Que ações futuras decorrem dos registros realizados? Qual a diferença entre registro, documento e documentação pedagógica? De que maneira o registro contribui para o planejamento docente? As produções das crianças são reconhecidas e organizadas como documentos pedagógicos? Para isso, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de natureza empírica, utilizando análise documental, questionários, entrevistas semiestruturadas e observação da prática de registro em duas escolas municipais de Educação Infantil com a adesão de sete professoras. O referencial teórico inclui autores como, Corsaro (2009; 2011), Sarmento (2011; 2015), Madalena Freire (1984), Horn e Fabris (2019), Formosinho e Pascal (2019), Ostetto (2008; 2013), Proença (2018; 2022), Fochi (2013; 2015; 2019a; 2019b), entre outros, além dos principais documentos oficiais da área. A metodologia foi desenhada a partir do referencial de Gil (2008; 2021) e Bogdan e Biklen (1994), utilizando-se de Pesquisa Documental, Bibliográfica, Webgráfica, observação e entrevistas semiestruturadas. A pesquisa revelou que, embora o registro das práticas pedagógicas esteja presente no cotidiano das professoras da Educação Infantil e haja indícios de documentação pedagógica, os resultados apontam para a necessidade de investir em formação continuada, promovendo o registro reflexivo e a documentação pedagógica como instrumentos de valorização das experiências das crianças e de transformação das práticas educativas. Conclui-se que o registro, quando compreendido como prática reflexiva e compartilhada tem potencial para transformar o fazer pedagógico, tornando-se instrumento de escuta, diálogo e ressignificação das experiências infantis.

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A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO ACERCA DO IMPACTO DA EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E A PERSPECTIVA DECOLONIAL NO ENSINO DE CIÊNCIAS A PARTIR DAS TESES E DISSERTAÇÕES PRESENTES NO PORTAL DA CAPES (2003-2023)

Autora: TELMA RODRIGUES DE SOUZA GOMES

Resumo: A presente pesquisa, intitulada “A produção do conhecimento acerca do impacto da educação para as relações étnico-raciais e a perspectiva decolonial no ensino de ciências a partir das teses e dissertações presentes no portal da Capes (2003-2023)”, tem como temática a interface entre o ensino de ciências, a educação para as relações étnico-racial e a perspectiva decolonial. O objeto de estudo compreende a produção acadêmica brasileira sobre a articulação entre o ensino de ciências e as perspectivas decolonial e a educação para as relações étnico-raciais. O corpus foi delimitado a teses e dissertações disponíveis no banco da CAPES dentro do período estabelecido. A delimitação concentra-se especificamente na análise das pesquisas que tratam dessa relação, buscando compreender como o campo científico vem tematizando tais questões. A questão problema que orienta a investigação é: de que modo as teses e dissertações da CAPES (2003-2023) permitem identificar os reflexos da educação para as relações étnico-raciais e da perspectiva decolonial para o ensino de ciências? Com intuito de respondê-la, estabelece-se como objetivo geral compreender as influências e/ou os impactos da educação para as relações étnico-raciais e da perspectiva decolonial no ensino de ciências a partir das teses e dissertações presentes no Portal da CAPES (2003-2023). Como objetivos específicos, temos: I – identificar quais são as principais referências teóricas da educação das relações étnico-raciais e da perspectiva decolonial no que tange o ensino de ciências presentes nas teses e dissertações presentes no Portal da CAPES (2003-2023); – II – apontar os obstáculos e as potencialidades destacadas nas teses e dissertações presentes no Portal da CAPES (2003-2023) quanto o ensino de ciências; III – indicar os obstáculos e as potencialidades destacadas nas teses e dissertações presentes no Portal da CAPES (2003-2023) quanto currículo/epistemicídio relativo ao ensino de ciências; IV – caracterizar os obstáculos e as potencialidades destacadas nas teses e dissertações presentes no Portal da CAPES (2003-2023) quanto às práticas de ensino de ciências. O referencial teórico ancora-se no pensamento decolonial, que problematiza os limites da racionalidade científica eurocêntrica. A metodologia adota uma abordagem quanti-qualitativa exploratória, articulando dados numéricos e textuais. A análise da revisão de literatura busca rigor e
criticidade, a fim de refletir a construção discursiva do ensino de ciência a partir das contribuições da educação para as relações étnico-raciais e a perspectiva decolonial. Os resultados e discussões evidenciam a existência ou ausência de lacunas na produção científica que articule ensino de ciências e educação étnico-racial em perspectiva decolonial, além de destacar obstáculos e potencialidades desse campo para a formação docente, o currículo e as práticas pedagógicas. Dessa forma, conclui-se que a articulação entre ensino de ciências e perspectiva decolonial pode contribuir para uma formação crítica e emancipatória, desempenhando papel fundamental no enfrentamento ao racismo estrutural presente no ambiente escolar e na sociedade em geral.

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GESTÃO ESCOLAR NA REDE MUNICIPAL DE RONDONÓPOLIS-MT: CONCEPÇÕES E IMPLICAÇÕES NO CONTEXTO EDUCACIONAL

Autora: VANUZA SANTANA PEREIRA MELO

Resumo: A presente dissertação, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Rondonópolis (PPGEdu/UFR), na Linha de Pesquisa Política, Formação e Práticas Educativas, teve como objeto de estudo as concepções de gestão escolar de diretoras do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Rondonópolis-MT e suas implicações no contexto educacional. A pesquisa foi motivada pelas transformações na administração escolar, especialmente a substituição da eleição direta pela nomeação política dos/as diretores/as, o que impactou as práticas democráticas na gestão educacional. Buscou-se responder à seguinte problemática: quais as concepções das diretoras no contexto em que a direção escolar deixa de ser eleita pela comunidade e passa a ser considerada cargo de confiança da administração pública municipal? Teve como objetivo geral analisar as concepções de gestão escolar das diretoras do Ensino Fundamental e suas implicações no contexto educacional da Rede Municipal de Ensino de Rondonópolis-MT. De forma específica, intentou-se: identificar as concepções que norteiam as diretoras do Ensino Fundamental no processo de organização e gestão da escola; discutir as implicações resultantes das concepções identificadas sobre gestão escolar; estabelecer relações reflexivas entre as concepções de gestão escolar e as implicações para o contexto educacional do Ensino Fundamental. Adotou-se a abordagem qualitativa e o método dialético, com utilização de relato descritivo, entrevistas semiestruturadas, roda de conversa e análise documental. Participaram cinco diretoras de escolas do Ensino Fundamental. A análise, fundamentada em autores como Sander (1985, 1995, 2007, 2009), Garske (2006) e Paro (2008, 2016, 2023), discute as dimensões econômica, pedagógica, política e cultural da gestão educacional. Os resultados indicam que as concepções de gestão escolar das diretoras articulam educação, escola e prática gestora, tensionadas pela performatividade e pelo gerencialismo, evidenciando uma gestão que privilegia a eficiência e a eficácia em detrimento da efetividade e da relevância. Esse movimento fragiliza a participação, reduz a autonomia e enfraquece o vínculo com o Projeto Político-Pedagógico e a comunidade escolar, mesmo quando as concepções das diretoras vislumbram uma educação libertadora. Conclui-se que o modelo de nomeação política limita a efetividade e a relevância sociocultural das práticas educativas, desafiando a reconfiguração do paradigma multidimensional da administração educacional e a consolidação de uma gestão escolar democrática na Rede Municipal de Ensino de Rondonópolis-MT.

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