Pós-graduação

Estudante de Moçambique defende título de mestre em Educação na UFR

Por Thiago Cardassi Publicado em: 12/12/2025 16:12 | Última atualização: 12/12/2025 16:12
Cayndo Cadir e seu orientador de mestrado, professor Antonio de Moraes

Nesta quinta-feira (11), o estudante moçambicano, Cayndo Lopes Abdul Cadir, defendeu sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Rondonópolis (PPGEdu/UFR). O trabalho “Políticas educacionais e linguísticas: reflexões sobre o ensino primário em Moçambique” analisa as políticas implementadas no Ensino Primário moçambicano a partir da Lei n.º 18/2018, que reformulou o Sistema Nacional de Educação.

Cayndo é natural da cidade de Inhambane, Moçambique, e viu na UFR uma oportunidade de aprender e crescer junto com a universidade. Ele conta que já acompanhava os trabalhos desenvolvidos pelos professores do mestrado em Educação antes de vir para o Brasil. De acordo com o estudante, a produção científica e acadêmica brasileira chama atenção em Moçambique e, por conta disso, o Brasil tem se tornado o destino preferencial para muitos moçambicanos que desejam dar continuidade aos estudos.

Sua pesquisa descreve a política linguística vigente em Moçambique e discute a introdução do ensino bilíngue, examinando as relações de poder que historicamente privilegiam a língua portuguesa em um país plurilíngue. A partir do estudo, propõe uma pedagogia decolonial e intercultural como alternativa para a valorização das línguas maternas locais.

Para o orientador do trabalho, professor Antonio de Moraes, a pesquisa é uma contribuição potente para a ciência e um presente para aqueles que tiveram a oportunidade de acompanhar a trajetória de Cayndo.

“Como orientador e pesquisador, aprendi com sua seriedade, sua sensibilidade e seu compromisso com uma educação que faça sentido para as pessoas e para os territórios. […] Sua caminhada inspira, transforma e abre caminhos”, celebra o professor Antonio.

Para Cayndo, a principal contribuição de fazer um programa no exterior está na possibilidade de conhecer novas culturas e olhar para o próprio país por outras perspectivas. Ele revela que os primeiros dias exigiram uma adaptação bastante desafiadora, mas que conheceu pessoas na universidade que o ajudaram a se estabelecer rapidamente.

Agora, os próximos passos do novo mestre é buscar o doutorado em Linguística na Universidade Federal de Juiz de Fora. “O meu principal objetivo é contribuir no fortalecimento das relações acadêmicas entre universidades brasileiras e moçambicanas”, conclui o estudante.

A vinda de Cayndo e outros alunos estrangeiros na UFR acontece por meio do trabalho da Secretaria de Relações Internacionais (SECRI), em parceria com o programa GCUB de Mobilidade Internacional. Para mais informações sobre o trabalho da SECRI é possível entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou telefone: (66)3410-4187.

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