Teatro, dor e resistência: espetáculo “A gente cabe mas se esquece” emociona público na UFR
No último dia 24 de abril, o Núcleo de Estudos e Atenção à Terceira Idade (NEATI) da Universidade Federal de Rondonópolis foi palco de uma apresentação que tocou fundo o público presente. O grupo de teatro Primitivos, de Primavera do Leste-MT, apresentou o espetáculo “A gente cabe mas se esquece”, uma potente obra de dança/teatro que mergulha nas experiências de adolescentes que enfrentam o bullying e a violência emocional dentro das escolas públicas.
Com uma performance intensa e corporalmente expressiva, os jovens atores do grupo compartilharam suas próprias vivências, transformando a dor em arte. O espetáculo propõe uma reflexão profunda sobre a adolescência, a exclusão, a raiva e o preconceito — temas que, embora dolorosos, são ainda extremamente atuais e necessários de serem discutidos no ambiente educacional e social.
“A gente cabe mas se esquece” transforma o palco em um espaço de denúncia, mas também de cura e resistência. A peça utiliza a música como fio condutor da dramaturgia e o corpo como instrumento de expressão, permitindo que cada cena seja atravessada por sentimentos reais. A cada gesto, os atores dançam suas aflições e convidam o público a olhar com mais empatia para as realidades muitas vezes silenciadas no cotidiano escolar.
Após a apresentação, o evento seguiu com uma roda de conversa entre os integrantes do Grupo Primitivos, o público presente e a psicóloga Camila Maria Santos de Pinho, mestre em Educação com pesquisa em gênero, cidadania, infâncias e juventude. O momento permitiu reflexões importantes sobre os temas abordados na peça, como o impacto do bullying, a saúde mental de adolescentes e a função da arte como ferramenta de escuta e expressão. A troca de experiências e percepções contribuiu para ampliar o debate, reforçando o papel da Universidade como espaço de diálogo e construção coletiva de conhecimento.
A iniciativa faz parte do compromisso da Secretaria de Arte, Cultura, Esporte e Lazer (SACEL) da UFR com a promoção de eventos culturais que dialoguem com temas sociais relevantes, fortaleçam a arte como instrumento de transformação e aproximem a comunidade acadêmica de experiências artísticas de impacto.














