Mestrado em Gestão e Tecnologia Ambiental da UFR sediará polo de Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para discutir práticas econômicas solidárias e sustentáveis
Diante de um cenário de aprofundamento da desigualdade social e de ocorrências de tragédias naturais provenientes das alterações climáticas será sediado um polo no PPgGTA/UFR, em Rondonópolis de um novo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), recentemente aprovado pelo CNPQ e com sede principal na Unicamp, que pretende apresentar às gerações mais jovens alternativas de organização socioeconômica mais solidárias e sustentáveis, focadas no bem-estar social e na saúde ambiental. O Instituto também se propõe a fomentar a cidadania participativa e democrática por meio da criação de um aplicativo que permite a comunicação entre governo e cidadãos.
O Instituto de Informação para uma Economia Solidária e Sustentável (INE2S) está instalado no Centro Interdisciplinar de Pesquisa da Unicamp e contará com polos distribuídos pelo Brasil: Unesp – Campi Marília e Botucatu; Universidade de São Paulo (USP); universidades federais de São Carlos (UFSCar), de Rondonópolis (UFR, no Mato Grosso), do Pará (UFPA), de São João del Rei (UFSJ, MG), de Uberlândia (UFU), do Paraná (UFPR), do Mato Grosso do Sul (UFMS), de Minas Gerais (UFMG), da Paraíba (UFPB) e de Pernambuco (UFPE). A participação como representante da UFR no projeto e coordenação do polo em Rondonópolis será realizada pelo Prof. Luís Otávio Bau Macedo, atual coordenador do PPgGTA, e contará com bolsas de extensão e iniciação científica para jovens do ensino médio, bacharelandos e profissionais formados, além de recursos para materiais de expediente, realização de eventos e viagens de campo, publicações, além de participação em eventos de alinhamento organizacional.
O INE2S, que tem duração inicial prevista de cinco anos, foi aprovado na última chamada do programa, realizada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em 2024, cujos resultados foram divulgados em 2025. O Instituto foi contemplado com cerca de R$ 10 milhões em recursos. A interdisciplinaridade é um dos pontos fortes da proposta, congregando aspectos ambientais, econômicos e sociais. Outro diferencial é a abordagem extensionista do projeto, uma vez que prevê contato direto com a comunidade a partir da criação de núcleos em diferentes cidades. Até o momento, já existem nove núcleos sendo organizados em Campinas, Botucatu, Marília, São Carlos, Limeira, Rondonópolis, Belém, Rio de Janeiro, Terra Indígena Canauanim e Bonfim (RR). Esses grupos trabalharão diferentes temas em parceria com escolas locais, em especial com as turmas de ensino médio, aproveitando vocações regionais e as áreas de pesquisas dos participantes. O público-alvo do projeto envolve desde comunidades indígenas, ribeirinhos, comunidades urbanas socialmente vulneráveis, entre outras. Mais informações a respeito do INE2S e para a prospecção de parcerias contatar via email: [email protected]