Projeto CHUTE A GOL: Empreendedorismo Social no Esporte Infantil e Adolescente

Resumo

O projeto CHUTE A GOL atua de forma proativa na frente de empreendedorismo social, prestando assessoria técnica, contábil, fiscal e de gestão a associações, ONGs e projetos sociais que desenvolvem atividades esportivas para crianças e adolescentes. A proposta abrange entidades que trabalham com iniciação (7 a 10 anos), aperfeiçoamento (11 a 14 anos) e rendimento esportivo (a partir de 15 anos) em diversas modalidades, como futebol, vôlei, basquete, artes marciais, entre outras.

O objetivo é orientar essas entidades para que possam se regularizar, receber incentivos fiscais e elaborar projetos para captação de recursos. A prática esportiva é fundamental para o desenvolvimento integral infantojuvenil, promovendo saúde física, disciplina, resiliência e habilidades sociais como o trabalho em equipe.

Os discentes do projeto, treinados no NAF/UFR, são os protagonistas, aplicando seus conhecimentos em um contexto real e desenvolvendo uma formação crítica, ética e cidadã. A metodologia é centrada na escuta ativa e no diálogo com as entidades, fortalecendo a gestão e, consequentemente, a qualidade das atividades oferecidas às crianças e adolescentes.

O horizonte do projeto é a transformação social, visando maior sustentabilidade para as organizações esportivas, ampliação do acesso ao esporte de qualidade e fomento à cidadania e inclusão social.

Justificativa

Projetos sociais esportivos são ferramentas poderosas para o desenvolvimento social, econômico e educacional de crianças e adolescentes, especialmente em vulnerabilidade socioeconômica. O esporte fortalece a disciplina, a autoconfiança, promove hábitos saudáveis e ensina valores essenciais para a vida.

Ao apoiar o fortalecimento dessas associações e do empreendedorismo social no esporte, o Projeto CHUTE A GOL atua como um vetor de transformação, ampliando oportunidades de desenvolvimento humano. A proposta está alinhada às políticas de extensão da Universidade Federal de Rondonópolis e ao programa de cidadania fiscal da Receita Federal.

Fundamentação Teórica

A vulnerabilidade socioeconômica resulta do acesso limitado a recursos e poder (BOFF e BARBOSA, 2023), e seu enfrentamento exige a participação de toda a sociedade (VEYRET, 2007). Iniciativas que promovem a participação social são essenciais para reduzir a desigualdade (JANCZURA, 2024).

O empreendedorismo social utiliza ferramentas de gestão para criar impacto socioambiental, focando na geração de valor social em vez do lucro (LIMA e GOMES, 2023). Este projeto aplica esse conceito para promover a prática esportiva como ferramenta de inclusão.

O esporte é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um instrumento de educação, saúde e disseminação de valores éticos, sendo uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento e a paz (ONU, 2016; UNESCO, 2013). Em Rondonópolis, dados do IBGE (2023) mostram uma população de aproximadamente 36 mil crianças e adolescentes entre 7 e 15 anos, demonstrando o grande potencial para o desenvolvimento esportivo local.

Objetivos

Objetivo Geral

Apoiar o fortalecimento de associações, ONGs e projetos sociais que desenvolvem atividades esportivas com crianças e adolescentes, por meio de assessoria técnica, contábil, fiscal e de gestão, visando sua sustentabilidade econômica e impacto social.

Objetivos Específicos

  • Orientar as entidades na regularização fiscal, contábil e jurídica.
  • Capacitar gestores das ONGs sobre gestão financeira, elaboração de projetos e captação de recursos.
  • Apoiar as entidades no acesso a incentivos fiscais e editais de fomento ao esporte.
  • Promover oficinas, encontros e atividades formativas para os gestores.
  • Proporcionar aos discentes vivências práticas, desenvolvimento profissional e fortalecimento da cidadania.
  • Contribuir para a ampliação do acesso ao esporte e ao desenvolvimento social de crianças e adolescentes.

Metodologia da Execução do Projeto

As estratégias adotadas serão:

  • Diagnóstico e Planejamento: Realização de reuniões, visitas técnicas e rodas de conversa com as entidades para compreender suas demandas e necessidades.
  • Assessoria Técnica e Capacitação: Oferta de minicursos, oficinas, mentorias e apoio na elaboração de projetos para captação de recursos e acesso a leis de incentivo.
  • Oficinas, Palestras e Atendimentos: Realização de atividades temáticas sobre gestão, finanças, marketing e prestação de contas, com acompanhamento contínuo.
  • Acompanhamento e Monitoramento: Avaliação periódica dos resultados por meio de relatórios e ajustes nas ações.
  • Diretrizes da Extensão na Prática: Protagonismo estudantil na execução das atividades e construção conjunta das ações com as entidades parceiras (interação dialógica).
  • Transformação Social: O fortalecimento das entidades impacta diretamente na melhoria dos serviços oferecidos às crianças e adolescentes.

Cronograma

MêsAtividade Principal
1-2Mapeamento das entidades; reuniões iniciais; planejamento.
3-4Diagnóstico das demandas e capacitação dos discentes.
5-10Execução das atividades: oficinas, atendimentos, assessoria.
11Avaliação dos resultados; ajustes; elaboração de relatórios.
12Encerramento; evento de socialização dos resultados.

Acompanhamento e Avaliação

Acompanhamento

  • Reuniões periódicas de alinhamento com a equipe do projeto.
  • Reuniões com os gestores das entidades parceiras.
  • Coleta de feedback contínuo dos participantes.
  • Reporte mensal das ações ao setor de Cidadania Fiscal da Receita Federal.

Avaliação

  • Indicadores quantitativos: Número de entidades atendidas, oficinas realizadas, projetos elaborados, recursos captados.
  • Indicadores qualitativos: Percepção dos gestores, desenvolvimento dos discentes e impactos no fortalecimento das organizações.

Resultados Esperados e Disseminação

  • Formalização e regularização de ONGs e associações esportivas.
  • Ampliação do número de entidades habilitadas a captar recursos.
  • Melhoria da gestão financeira, administrativa e estratégica das entidades.
  • Aumento da oferta e qualidade das atividades esportivas para o público-alvo.
  • Desenvolvimento de competências acadêmicas e cidadãs dos discentes.
  • Contribuição para a redução das desigualdades sociais e promoção da inclusão.

Público-Alvo

  • Direto: Associações, ONGs e projetos sociais esportivos que atuam com crianças e adolescentes.
  • Direto: Discentes da universidade vinculados ao projeto.
  • Indireto: Crianças e adolescentes entre 7 e 15 anos em situação de risco e vulnerabilidade socioeconômica.

Os resultados serão divulgados em seminários, artigos, na Mostra de Extensão da UFR, e por meio de vídeos e matérias na mídia local, além de serem relatados ao programa de Cidadania Fiscal da Receita Federal.

Referências Bibliográficas

  • ALMEIDA, M. A. B.; ROSE, D. (2010). Fenômeno Esporte: relações com a Qualidade de Vida. In: Qualidade de Vida: Evolução dos conceitos e práticas no século XXI.
  • ALVES, A. (2021). Empreendedorismo e Modelos de Negócio. E-book.
  • BOFF, R. A.; BARBOSA, V. K. (2023). VULNERABILIDADE SOCIOECONÔMICA E SOFRIMENTO SOCIAL NA SOCIEDADE CAPITALISTA. Boletim de Conjuntura (BOCA), 14(41).
  • BRASIL. (2024). Ministério da Educação. Resolução CNE/CES nº 07, de 18 de dezembro de 2018b.
  • BRASIL. (2025). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades e Estados: Rondonópolis.
  • ESCORSIM, Silvana Maria. (2022). A FEMINIZAÇÃO DA POBREZA NO BRASIL. XVII CONGRESSO BRASILEIRO DE ASSISTENTES SOCIAIS.
  • FONTANA, C.G.C.; THIMÓTEO, A.C.de A. (2020). Empreendedorismo e inovação. E-book.
  • FUNDAÇÃO VALE E UNESCO. (2013). Valores no esporte.
  • JANCZURA, Rosane. (2012). Risco ou vulnerabilidade social? Revista Textos & Contextos, 11(2).
  • LIMA, Elba Mara Paiva; GOMES, Josemeire Alves. (2023). EMPREENDEDORISMO SOCIAL. REVISTA LIVRE DE SUSTENTABILIDADE E EMPREENDEDORISMO, 8(4).
  • NAÇÕES UNIDAS NO BRASIL. (2016). Esporte para o Desenvolvimento e a Paz.
  • VEYRET, Y. (2007). Os riscos – o homem como agressor e vítima do meio ambiente. São Paulo: Contexto.