{"id":1007,"date":"2024-08-08T20:52:01","date_gmt":"2024-08-09T00:52:01","guid":{"rendered":"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/?post_type=noticia&#038;p=1007"},"modified":"2024-11-25T13:30:49","modified_gmt":"2024-11-25T17:30:49","slug":"a-licenciatura-em-historia-realiza-aula-de-campo-na-comunidade-mutuca-do-complexo-quilombola-mata-cavalo","status":"publish","type":"noticia","link":"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/noticia\/a-licenciatura-em-historia-realiza-aula-de-campo-na-comunidade-mutuca-do-complexo-quilombola-mata-cavalo\/","title":{"rendered":"A Licenciatura em Hist\u00f3ria realiza Aula de Campo na Comunidade Mutuca do Complexo Quilombola Mata Cavalo"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por Jocenaide M. Rossetto Silva<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Licenciatura em Hist\u00f3ria\/ICHS\/Universidade Federal de Rondon\u00f3polis-UFR prioriza a forma\u00e7\u00e3o de professores cr\u00edticos e engajados em causas sociais, pois entende que o presente \u00e9 composto por muitos cotidianos, que trazem as dores e as alegrias do passado. Na disciplina <strong>Antropologia<\/strong>, ministrada pela professora Dra. Jocenaide Maria Rossetto Silva, no 3\u00ba semestre do Curso, buscou-se na aula de campo na Comunidade Mutuca, realizada dia 02 de agosto 2024, \u201cre-conhecer na Cultura Quilombola os elementos da Tradi\u00e7\u00e3o, a luta pela perman\u00eancia na terra e as formas de resili\u00eancia desenvolvidas pela comunidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Complexo Quilombola Mata Cavalo, munic\u00edpio de Nossa Senhora do Livramento-MT, tem uma extens\u00e3o um pouco maior que 13 mil hectares, sendo composto por seis comunidades: Mutuca, Agua\u00e7\u00fa, Mata Cavalo de Cima, Mata Cavalo de Baixo, Ourinho e Cap\u00e3o Verde. Na atualidade, enfrenta problemas com a seca caracter\u00edstica dos meses de junho ao final de setembro na regi\u00e3o; est\u00e1 cercado por garimpos de ouro, que comprometem o len\u00e7ol fre\u00e1tico e ainda luta pelo direito \u00e0 terra ancestral, que foi a Sesmaria Boa Vida e que data do in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n\n\n\n<p>Os professores em forma\u00e7\u00e3o foram acolhidos pelas irm\u00e3s Justina, Narcisa, Maria Renata e o irm\u00e3o Germano. A fam\u00edlia preparou o alojamento, as refei\u00e7\u00f5es, o roteiro pelas ro\u00e7as e a roda de conversa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-2-768x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1008\" srcset=\"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-2-768x1024.png 768w, https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-2-225x300.png 225w, https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-2.png 960w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Foram momentos ricos de aprendizagens sobre plantar, cuidar, colher e transformar, visando alimentar a fam\u00edlia e continuar a luta para permanecer na terra ancestral. Ao ser entrevistado pelos estudantes, o senhor Germano disse: \u201cEu n\u00e3o estudei em escola. Aprendi com meu pai a preparar a terra, plantar e colher. Mas, nossas crian\u00e7as estudam aqui no quilombo e os jovens fazem faculdade. A Laura \u00e9 advogada, \u00e9 muito perseguida, mas continua lutando\u201d. Ao ser inquerido sobre o fato que representa a luta pela terra, ele disse: &#8220;o mais importante \u00e9 a uni\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"919\" height=\"690\" src=\"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1009\" srcset=\"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-3.png 919w, https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-3-300x225.png 300w, https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-3-768x577.png 768w\" sizes=\"(max-width: 919px) 100vw, 919px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os professores em forma\u00e7\u00e3o observaram ent\u00e3o, que a uni\u00e3o \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o para subsist\u00eancia, representada pelo muxirum (trabalho coletivo). Com essa pr\u00e1tica, as fam\u00edlias da comunidade Mutuca plantaram 80 mil p\u00e9s de banana, mas tamb\u00e9m mandioca, cana-de-a\u00e7\u00facar, milho, arroz e outros; constru\u00edram casas e cobriram com palha de coqueiro, assim como constru\u00edram a escola de alvenaria com recursos de uma embaixada internacional; cuidam do gado, da apicultura e tamb\u00e9m colhem a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e transformam em farinha de mandioca, doce de banana, farinha de arroz, rapadura de cana, mel de abelha e muitos outros alimentos para o uso da comunidade e para comercializar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Tradi\u00e7\u00e3o o muxirum \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para seguir com os dias de trabalho e os dias de festas. A principal \u00e9 a Festa da Banana, realizada h\u00e1 17 anos. Mas as fam\u00edlias devotas tamb\u00e9m fazem \u201cFestas de Santos\u201d para honrar antigas promessas. Nas festas, a comunidade oferece gratuitamente a comida, como j\u00e1 faziam os antepassados, mas na atualidade vendem bebidas, alguns alimentos transformados, como o mel e outros&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"793\" height=\"626\" src=\"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1012\" srcset=\"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-6.png 793w, https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-6-300x237.png 300w, https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-6-768x606.png 768w\" sizes=\"(max-width: 793px) 100vw, 793px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"534\" height=\"688\" src=\"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-7.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1013\" srcset=\"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-7.png 534w, https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-7-233x300.png 233w\" sizes=\"(max-width: 534px) 100vw, 534px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"383\" height=\"511\" src=\"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1014\" srcset=\"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-8.png 383w, https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-8-225x300.png 225w\" sizes=\"(max-width: 383px) 100vw, 383px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"379\" height=\"505\" src=\"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-9.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1015\" srcset=\"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-9.png 379w, https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-9-225x300.png 225w\" sizes=\"(max-width: 379px) 100vw, 379px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Enfim, a aula de campo oportunizou a amplia\u00e7\u00e3o dos saberes dos estudantes para que se tornem professores-pesquisadores de temas do cotidiano e oralidades, quest\u00f5es que s\u00e3o relevantes para a reflex\u00e3o hist\u00f3rica, contribuindo para Hist\u00f3ria Local e Regional na interface com outras ci\u00eancias, como \u00e9 o caso da Antropologia. Mas, principalmente, para que tenham conhecimento das lutas e resili\u00eancias dos quilombolas no Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto e fotos de autoria da Professora Dra. Jocenaide Maria Rossetto Silva<\/p>\n\n\n\n<p>Publica\u00e7\u00e3o no site: Professora Dra. Elenita Malta Pereira<\/p>\n","protected":false},"featured_media":1008,"template":"","tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/noticia\/1007"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/noticia"}],"about":[{"href":"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/noticia"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1008"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1007"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ufr.edu.br\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1007"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}